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Ler é tudo de bom

Postagem: 25 de outubro de 2017


Era uma vez. Três palavras que, juntas, têm um efeito instantâneo de aguçar nossos sentidos e deixar nossa imaginação pronta para funcionar. Quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga ao abrir um novo livro?

 

É comprovado que ler faz bem à qualidade de vida. Um estudo publicado no periódico Brain Connectivity revelou que a leitura de um romance pode provocar mudanças positivas no cérebro. Para chegar ao resultado, os pesquisadores convidaram 21 estudantes da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, para ler “Pompeia”, de Robert Harris. Todos passaram por exames de ressonância magnética e foi constatado um aumento na função motora.

 

Lia Marcondes, secretária executiva da Unimed Pindamonhangaba, sempre gostou de ler, mas tudo mudou aos 19 anos, quando devorou um livro do autor Sidney Sheldon em apenas um dia e meio. Desde então, ela começou a organizar os livros que lê e conta todos os títulos lidos no ano. Em 2016, foram 59 obras lidas.

 

A leitura na fase infanto-juvenil

Infelizmente, as crianças brasileiras estão lendo menos. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apontou uma média de 5,4 livros por crianças de cinco a dez anos de idade. Em 2007, a marca era de 6,9 livros por leitores dessa faixa etária.

 

Para a psicopedagoga Cleonice Molnar, isso acontece, principalmente, porque o acesso à informática se tornou muito fácil. As crianças e os adolescentes preferem jogar ou postar algo nas redes sociais do que ler um livro.

 

“A leitura é uma forma de curiosidade, por isso, a criança tem que crescer com vontade de pegar em um livro. Falta o diálogo e o incentivo dos pais de oferecer uma história que desperte prazer nos pequenos. Meu filho gosta de brincar de carrinho, por exemplo, e outro dia comprei para ele um livro que contava a história de um caminhão”, afirma.

 

A pedagoga Renata Colen lembra que os livros nessa fase devem ser direcionados a cada faixa etária. Entre os dois e os cinco anos de idade, precisam ter gravuras e objetos com textura. Dos seis aos nove, dê preferência aos que trazem poesias, fábulas e contos. Em seguida, entram os livros que contam aventuras, ficções científicas e enigmas.

 

“A leitura abre inúmeras portas para o desenvolvimento da criança intelectualmente. É lendo que ela solta sua imaginação, forma pensamentos críticos e adquire conhecimento. Também ajuda no desenvolvimento emocional, na capacidade de expressar melhor suas ideias e seus sentimentos”, conclui.