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Convivência entre vizinhos

Postagem: 25 de outubro de 2017


Acordar cedo, sair de casa para trabalhar e voltar só à noite. Essa é a rotina de grande parte dos moradores das grandes cidades. A realidade atribulada é uma das razões pelas quais o relacionamento entre vizinhos se tornou quase inexistente. Essa falta de proximidade tem como consequência a falta empatia por aqueles que moram ao seu redor.

 

Resultado: conflitos que antes poderiam ser resolvidos com uma boa conversa acabam sendo levados a outras instâncias, como o síndico do condomínio, que pode ou não aplicar uma multa e tornar a situação ainda mais desgastante.

 

A empresária Luciana (que pediu para ter seu nome trocado nesta reportagem) está enfrentando atualmente um problema com o vizinho por conta do seu cachorro. “Ele reclama que o cão late demais, nós pedimos desculpas, instalamos uma câmera no apartamento e vimos que ele late por apenas alguns segundos. Por outro lado, o vizinho está sempre com visitas que falam alto até tarde da noite, mas nós nunca questionamos isso”, conta.

 

Estreitando relações

Nem só de conflitos vivem os vizinhos. Ainda há espaço para que pessoas do mesmo bairro ou condomínio criem laços comunitários. É o caso de Evelyn Gomes da Silva, analista de atendimento e autorizações, que sabe da importância dessas relações desde a infância.

 

“Minha mãe e meu irmão trabalhavam e eu ficava sozinha em casa. Quando queria comer algo, sempre pedia para a vizinha me ajudar a preparar. Foi ótimo e tenho amigos dessa época até hoje”, comenta.

 

Na opinião da psicóloga Lídia Levy, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pesquisadora das relações entre vizinhos, é justamente a intolerância que causa a maior parte de conflitos entre os moradores de um mesmo bairro ou condomínio.

 

“Não escolhemos nossos vizinhos. Para fazer essa relação funcionar, é preciso estar aberto ao diálogo. Uma atitude agressiva pode estimular uma reação de defesa. O importante é querer chegar a um acordo para viver de forma pacífica”, conclui.

 

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Dicas para uma boa convivência entre vizinhos

  • Seja gentil: aperte o botão do andar do vizinho quando ele estiver cheio de sacolas, segure a porta do elevador e cumprimente todos que passarem por você. São atitudes simples, mas que fazem total diferença no dia a dia dos condôminos.
  • Conheça o regimento interno do condomínio: os moradores têm direitos e deveres e precisam estar cientes deles. Participe das reuniões, leve suas ideias de melhoria e saiba ouvir quando alguém falar algo diferente do seu ponto de vista.
  • Controle o barulho: festas são normais em qualquer condomínio, mas a lei do silêncio determina um limite para o barulho. Se passar do horário, procure conversar com o vizinho de forma pacífica e peça para ele diminuir o volume.
  • Cuide dos animais: cachorros devem andar nas dependências internas com coleiras e apenas nos elevadores de serviço. Lembre-se de recolher eventuais dejetos deixados por eles.
  • Fique de olho na segurança: mantenha os portões fechados e não os abra para estranhos. Caso tenha crianças, procure deixar as janelas vedadas com telas de proteção.
  • Jogue o lixo no local certo: condomínios costumam ter um espaço próprio para descartar o lixo. Separe os itens recicláveis e respeite as normas internas.